Sábado Santo – Solidão de Maria

Neste sábado de manhã, 04,  foi celebrada pelo Pe. Norbey no Batistério  as Sete Dores de Maria, para encerrar a Solidão de Maria. Neste ano o batistério teve sua entrada decorada para parecer uma gruta fazendo referência a gruta para onde o corpo de Cristo foi levado após sua morte na cruz. No local ficaram expostas as imagens de Jesus morto e de Nossa Senhora.

As pastorais, grupos, movimentos e paroquianos se revezaram durante toda a noite, madrugada e manhã de hoje fazendo companhia a Maria que de coração ferido recebe e acolhe o coração de cada filho que sofre.

A celebração diz sobre o sofrimento de Maria ao lado de Jesus e faz relação ao sofrimento atual. Depois de cada dor foi rezado um Pai Nosso e uma Ave Maria pelas mães de hoje que, como Maria, sofrem pelos seus filhos. E antes de cada dor, havia uma canção à Nossa Senhora.

O significado das Sete Dores de Maria

A celebração começa com a primeira dor de Maria, Profecia de Simeão. Essa primeira dor diz respeito a Jesus ser um sinal de contradição para os que o rejeitaram e o levaram à cruz. A alma de Maria transpassada por uma espada. Hoje as mães sofrem por seus filhos serem levados à morte. A espada continua a transpassar o coração da humanidade.

A segunda dor de Maria é a fuga para o Egito. No qual José e Maria devem pegar o menino Jesus e fugirem, pois Herodes vai procura-lo para mata-lo. Atualmente tantos são os que vivem em constante migração e exílio. A história então se repete prolongando a dor de Maria.

A terceira dor é a perda do menino no templo, em Jerusalém. Seus pais o perderam de vista e foram acha-lo três dias depois no templo de Jerusalém. Em nossos dias, é viva e dramática a situação de tantas crianças perdidas, jogadas nas ruas, fugidas de casa ou roubadas de suas famílias.

A quarta dor é o encontro com Jesus no caminho do calvário. O encontro de uma mãe com seu filho condenado à morte. O sofrimento físico de Jesus junta-se o sofrimento de quem vê o filho, que passara a vida fazendo o bem, ser injustiçado, caluniado e condenado à morte de cruz. Foi rezado para as mães de hoje que perdem seus filhos pela violência e pela maldade humana e que choram seu filho morto e traído.

A quinta dor, Maria ao pé da Cruz de Jesus. Maria chorou ao pé da cruz, transpassada de dor. “Como pudeste sofrer tanto assim sem sucumbir, nem fugir, nem gritar?”. Hoje, por todos que sofrem esse tipo de mal.

A sexta dor é: Maria recebe Jesus descido da Cruz. Maria sentada ao pé da cruz chora o corpo do filho morto. Não há dor maior. Maria vê no corpo até que ponto chegou a violência do homem.  Hoje, para as mães que sofrem a morte de seus filhos.

A última dor é o sepultamento de Jesus e a solidão de Nossa Senhora. A dor da mãe atinge seu nível mais profundo. Ela estava só. Porém toma a consciência e assume a sua função de mãe de toda a humanidade.

Confira algumas fotos da celebração.