| 24-Ago-2007 |
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Recordo aqui as palavras do Papa Bento XVI, no seu discurso aos
jovens, destacando a importância da catequese na transmissão dos valores da fé,
afirmando: "para perceber o bem necessitamos de auxílios, que a Igreja nos
proporciona em muitas oportunidades, principalmente pela catequese. Jesus mesmo
explicita o que é bom para nós, dando-nos sua primeira catequese".
O catequista é, antes de tudo, um discípulo e missionário de Jesus Cristo. É alguém que foi seduzido por Ele e que se deixou seduzir. Por isso, procura viver na sua proximidade e intimidade. Nossa catequese deve propiciar este encontro com Jesus através da partilha da Palavra, dos momentos de oração e da vivência fraterna. A fé, mais do que um conjunto de conhecimentos é, antes de tudo, um encontro com o Bem-Amado. É desta relação amorosa que os catequizandos precisam viver. Recordo as palavras do Papa Bento XVI, onde diz que um grande meio para introduzir o povo de Deus no mistério de Cristo é a catequese. Nela se transmite de forma simples e substancial a mensagem de Cristo. Será necessário, portanto, intensificar a catequese e a formação na fé de crianças, jovens e adultos. A reflexão madura da fé é luz para o caminho da vida e força para ser testemunhas de Cristo (Cf. Discurso do Papa Bento XVI na Abertura da V Conferência de Aparecida). O amor pelo Mestre leva os catequistas a seguir a sua mensagem numa comunidade fraterna. Mesmo se a fé é uma decisão pessoal, ela só cresce na convivência com os outros. A experiência de uma comunidade de fé e de amor é fundamental para quem quer ser discípulo de Jesus. A catequese não pode ser vivida de maneira isolada. A comunidade é fonte, lugar e meta da catequese. Desde já convidamos você catequista a preparar o "Ano Catequético Nacional" em 2009. Como os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35), queremos aquecer nossos corações, ouvindo as Sagradas Escrituras e reconhecer o Cristo Ressuscitado no meio de nós na partilha do pão e da Eucaristia. A Palavra de Deus está no centro de nossa catequese e a participação na Missa nos ajuda a viver, na própria vida, o mistério pascal. O zelo apostólico do catequista o leva a ser missionário. Não podemos guardar para nós o tesouro que recebemos. Num mundo marcado por tanta confusão ideológica e religiosa precisamos anunciar e testemunhar Jesus Cristo, cujo conhecimento é a plena realização do ser humano. Faço eco das palavras do Papa Bento XVI, ao recordar que os catequistas são colaboradores competentes dos bispos e merecedores de confiança, e também não são simples comunicadores de experiência de fé, mas devem ser autênticos transmissores das verdades reveladas (cf. Discurso aos bispos do Brasil). Mais do que nunca, a nossa catequese é chamada a transformar a realidade na qual vivemos. "Será também necessário uma catequese social e uma adequada formação na Doutrina Social da Igreja" (discurso do Papa Bento XVI na abertura da V¬™ Conferência). A Campanha da Fraternidade deste ano nos alertou sobre os problemas e as possibilidades da Amazônia. A catequese não pode ficar alheia aos problemas atuais. Pelo contrário, deve lançar as luzes da fé sobre as angústias e as esperanças das pessoas no mundo de hoje. A verdadeira fé nunca se acomoda, mas vive na esperança que um outro mundo é possível. Que a V¬™ Conferência Geral dos Bispos da América Latina e Caribe, nos ajude a ser "discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele os nossos povos tenham vida".
Parabéns
a você catequista, e que Deus o mantenha firme neste ministério!
Dom Eugênio Rixen |


