"Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre."

Salmos 125:1

História de Frei Galvão
15-Out-2007

frei-galvao_his.jpgSanto Antônio
de Sant`Anna Galvão

Contribuição de Izabel Rocha e Lígia Oliveira

Frei Antônio de Sant‚ÄôAnna Galvão nasceu em 1739, na Vila de Guaratinguetá, interior do Estado de São Paulo e tornou-se o primeiro brasileiro nato a receber as honras dos altares.

Antônio Galvão de França - o futuro Frei Antônio de Sant'Anna Galvão - era grande devoto de Maria, a mais humilde serva do Senhor. Procurava seguir com seriedade todos os passos da Mãe de Deus, dizendo ser "seu escravo", pois aceitava viver à maneira dela. A humildade, sempre presente em sua vida, não lhe impediu de fazer uso dos talentos que recebeu de Deus e permitiu que toda a dimensão de sua alma se revelasse aos olhos do mundo, por toda a sua existência.

Na sua profissão religiosa, fez solene juramento de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Um ano depois, seus superiores permitiram sua Ordenação Sacerdotal, dado a confiança que nutriam na maturidade espiritual e teológica de Frei Galvão.

Ocupou por nomeação, por seus méritos, diversos cargos, nos Conventos por onde esteve, tais como: Guardião, Confessor, Porteiro, Visitador, Pregador, Mestre de Noviços, etc., mas realmente ele se revelou foi na sua vida exemplar: Missionário, Pregador, Escritor, Poeta; era bondoso, benigno, alegre, sereno e piedoso, entre outras virtudes. Considerava o trabalho como uma graça de Deus e servia aos irmãos mais necessitados, principalmente os escravos. Seu misticismo se revelava no grande amor a Maria Santíssima, o que o fez escrever uma cédula de escravidão à Mãe de Deus, assinada com seu próprio sangue. Adorava continuamente a Eucaristia e a Cruz.

Fundou e ajudou, com as próprias mãos, a construir o atual Mosteiro da Luz, em São Paulo-SP, e o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba-SP.

Ainda em vida, fez diversos milagres e possuía dons sobrenaturais como: bilocação, levitação, telecaptação, premonição e clarividência, sempre a serviço de quem dele precisava.

mosteiro-da-luz_3.jpg Entre seus milagres, destaca-se o das famosas "pílulas de Frei Galvão". Dois casos de vida ameaçada fizeram com que o Frei escrevesse uma jaculatória à Maria Santíssima, em um fino papel, enrolasse-o e cortasse-o em forma de pílulas, mandando os doentes as ingerir com fé e, tão logo o fizeram, ficaram curados. Tais fatos ocorrem até hoje, graças à fabricação e distribuição das "pílulas" pelas Irmãs do Convento da Luz e de Guaratinguetá.

Aos 84 anos de idade, morreu Frei Galvão num pobre quartinho, tão pobre como toda a sua vida de pobreza e simplicidade, na qual procurava seguir o Salvador. Isso foi em 23 de dezembro de 1822. Foi enterrado no Recolhimento da Luz e seu túmulo - atualmente na Capela do Mosteiro - continua até hoje um lugar de constante peregrinação de fiéis.

Em 1998, quando de sua beatificação, foi enviado a Roma, o relato de 24.000 graças alcançadas e de um importante milagre. Nesta ocasião, o Papa João Paulo II o chamou de Doçura de Deus.

No ano de 2007, o Papa Bento XVI esteve no Brasil e canonizou nosso Frei Galvão para glória de Deus e Maria, dos franciscanos, do povo brasileiro e alegria dos devotos da Paróquia de Nossa Senhora do Lago.

Após a canonização de Frei Galvão, passou a ser celebrada, aqui, mensalmente, uma missa dedicada a ele. Estas missas ocorrem nas primeiras terças-feiras de cada mês, às 19h. A celebração da Eucaristia é sempre muito cheia e muitas pessoas vêm de outros lugares do DF e até mesmo de outras cidades brasileiras.

Veja a reportagem
da Canonização de Frei Galvão

Fonte: Rede Globo